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domingo, 8 de agosto de 2010

FILARMÔNICA ANTONINENSE 35 ANOS DE CULTURA E GLORIA

Carlos Couto - Ex- Painel de Controle "Blak Koko"
É preciso passar em frente a cin­­­co cabines para chegar à sala do atual presidente da Filarmônica An­­­toninense. Na porta de cada uma de­­­­las, talhados em madeira ma­­­­ciça, nomes de compositores fa­­­­­mosos. Debussy fica ao lado de Pi­­­­­­xin­­­­guinha. Beethoven bate um papo com Villa-Lobos. Dentro do pequeno recinto, jovens ansiosos por fazer parte do grupo musical mais fa­­moso de Antonina, muni­­­cí­­­pio do litoral do Paraná, se dedicam aos seus instrumentos. Ouve-se uma trom­­­­pa, um sax alto, flauta. For­­ma-se um corredor sonoro e erudito criado, quem diria, por jo­­­vens com média de idade de 15 anos.

No próximo dia 25 de setembro, a Filarmônica Antoninense comemora 35 anos de existência com um grande show no Teatro Municipal de Antonina. Haverá um telão na avenida para quem não conseguir entrar. Seis músicos de Curitiba serão convidados a subir ao palco ao lado dos garotos e garotas que vestem com orgulho aqueles uniformes azuis. A pompa de megaevento faz jus à história do gru
po, que já formou mais de 700 músicos e ganhou três prêmios nacionais como “melhor banda infanto-juvenil”. “Essa luz que acendemos para o jovem sem perspectiva é nosso principal ideal”, afirma José Eduardo Couto, presidente da Filarmônica há seis anos.

Salas de Ensaios

O carioca, 62 primaveras, é um idealista. Tem amor pela música e crê que ela seja, além de um potencial meio de transformação social, a melhor carreira para quem a ela se entregar. “A música dá futuro como qualquer outra carreira. E pode não dar futuro como qualquer outra carreira”, explica. Enquanto jovens executam o tema grandioso do filme Piratas do Ca­­ribe, um pequeno busto de Carlos Gomes olha de soslaio de cima da estante que fica ao lado de Couto. A música, ali, está por toda parte.

A Filarmônica tem hoje 108 alunos. Na banda, são 45 músicos. “De 9 a 280 anos”, brinca Couto, que veio para Antonina em 1989 pensando na aposentadoria, mas que encontrou em duas figuras “idealistas” – ele gosta desse adjetivo – o seu futuro trabalho: em 1975, Roberto Cristiano Plassmann e Severino de Oliveira e Silva fundaram o grupo. Anos depois encontraram em Couto o sujeito que daria continuidade ao projeto. Dito e feito

2 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns, vcs são show. Os vídeos nos trouxeram recordações de duas corujonas que certamente fazem parte da história da Filarmonica e assim como Roberto Plamann já nos deixaram.

Ubirahy Souza disse...

A Filarmônica Antoninense não poderia estar sob melhor coordenação. José CARLOS (por favor corrijam) Couto é um músico de raro talento e esteve sempre na vanguarda. Acompanho a sua trajetória musical desde 1968 (quando eu ainda tinha meus 12 anos).
Espero um dia vê-lo novamente na performance de vocal e teclado de "Nobody But Me", de Human Heinz. Lembra, José Carlos?